Além dos Carpatos, próximo da boca do inferno, está a Baróvia
Quando inicie o processo de escrita de BREU, eu tinha algo em mente: ele deveria ser capaz de emular um jogo no “mundo real”. Ao melhor estilo Dark Ages (White Wolf), Arkanun/Trevas, Call of Cthulhu: Dark Ages e o próprio Ravenloft Masque of the Red Death, meu jogo de A Maldição de Strahd se passaria o nosso mundo.
Inicialmente, a Baróvia seria um lugar desconhecido, uma localidade quase mítica, como Eldorado ou mesmo Atlântida. Desconhecida pela maioria das pessoas, mas ainda assim, real.
Então, a Baróvia é uma cidade escondida, enfiada em meio os Cárpatos. Lá, envoltos em uma bruma que é análoga a muros e grades, corpos e almas estão presas sob o julgo de Von Strahd Zarovich.
Graças ao material She is the Ancient, eu notei o quanto a história de A Maldição de Strahd gira em torno de homens, sendo eles a gigantesca maioria dos PDMs, além disso, quase todos são brancos, oficialmente. Tratei de mudar isso emergencialmente.
Em meu jogo, a Baróvia já foi maior, mas encolhe há cada ano. Há choque de conflitos entre Strahd e os povos originários, que utilizei o nome dos dois montes para batiza-los, os baratoks, que vivem em vilas acima do das Colinas Baratok, e os ghakis, nómades sobreviventes das terras geladas do Monte Ghaki.
As 3 principais cidades apresentadas no livro básico da aventura, são as cidades que resistiram, que ainda estão de pé, mas quase dez assentamentos já formaram essas terras. A Baróvia é decadente, definhando tempo após tempo.
Além disso, aumentei a população das 3 cidades, multiplicando por 2 ou 3, para fazer um pouco mais de sentido, afinal, como era, a população não tem condição de alimentar os vampiros que surgem na aventura. Aumentei também o tamanho dos hexágonos, transformando cada 1 em 5km, 10x mais do que antes. Isso aumentou a sensação de isolamento.
Enfim, a Baróvia que está sendo criada na mesa NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO com o material oficial. Novos personagens, localidades, assentamentos, vilas e missões surgem a todo momento. O material oficial serve apenas como um esqueleto, como as estruturas de ferro de um prédio. Nos ajuda a ter uma textura, um molde, mas o resto é criação natural de uma mesa criativa.

Adoraria ver esse material organizado em um PDF ou em uma produção de conteúdo relacionada. Pegar esses materiais mais “antigos” ou que já tem uma certa “idade” para dar uma nova não-vida é um trabalho interessante demais.